Dezembro 17, 2008...1:03 am

Uma semi-crônica de Natal

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Se não me engano, São Paulo começou a se preparar para no Natal na segunda quinzena de novembro. Já era possível ver a maioria das ruas da avenida Teodoro Sampaio ostentar seus presépios, suas botas de Papai-Noel e seus milhares de pisca-piscas, disponíveis em todas as velocidades imagináveis. Provavelmente a avenida Paulista deve estar enfeitada também – não tive tempo de dar uma passada por lá. Se bem lembro, o Banco Real abre suas portas com uma exposição anual e temática sobre o Natal. Além disso, sempre há papais e mamães-noel desfilando pelo cruzamento em frente ao banco. A sede da Fiesp opta por bolas ou estrelas coloridas em sua fachada. O shopping Paulista se enche de pisca-piscas. Até o prédio decadente e sujo onde eu morava, lá perto da estação Brigadeiro, rende-se ao Natal: guirlandas e pisca-piscas sempre apareciam nos elevadores e no portão. Há uma rua em Moema também que incorpora totalmente tradições natalinas: a rua Normandia. Se a minha memória anda funcionando bem, da última vez que fui lá, flocos artificiais de neve caiam pela calçada. Nesse ano, até o feioso shopping Eldorado entrou na dança: colocou um coral simpático de velhinhos para cantar músicas de natal em seu saguão principal. Pela primeira vez também pude ver os copos de natal do Starbucks: são vermelhos com desenhos de flocos de neve. E, claro, foi o primeiro ano em que vi aquela ponte em cima do rio Pinheiros cheia de estrelas luminosas.

O Natal está chegando. Estou me divertindo com as compras. Ganhei alguns panetones. Já estou preparando os ingredientes para as bolachas, que devem sair do forno na próxima segunda-feira. E a árvore da casa da minha mãe está linda, linda. Deve ter muita gente por aí assim, feliz , porque o Natal está chegando. Em cidades do mundo inteiro. Sensação boa, essa.

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