Cara Andréa,
Respondo seu comentário num post porque acredito que você me acusou de uma coisa que não sou. O post ao qual você se refere (“A coxinha e a fanta”) foi escrito após um dia de reportagem na EE Olga Benatti, bem como nas arredores da instituição, para uma matéria que foi veiculada na revista Escola Pública. Com uma análise simples do texto, você percebe que em nenhum momento uso termos pejorativos para descrever o bairro Vila Prudente. As histórias que ouvi de estudantes “sem motivação” foram relatas pela própria diretora da EE Olga Benatti – tenho a fita gravada, se você quiser ouvir. Em nenhum momento disse que os moradores do bairro Vila Prudente não têm boa índole. Não acusei ninguém e não usei termos chulos para nenhuma situação. Além do mais, como repórter que sou, jamais poderia ser preconceituosa – minha função é exatamente a de ouvir o que as pessoas têm para dizer e relatar o que escuto. Ponto. Mais, até saindo do blog: a história que recolhi na EE Olga Benatti era justamente a de uma experiência que deu certo. A escola foi uma das poucas que conseguiu implantar o programa falido “Escola em Tempo Integral”, da gestão Geraldo Alckmin-Gabriel Chalita. O objetivo da revista Escola Pública é, como você diz, transformar a escola num lugar melhor. Para isso, buscamos orientar o gestor educacional (a partir das demanas que eles nos enviam) e levantar casos de Estados, municípios e escolas que conseguiram avanços em educação, para deixar de exemplo mesmo. Então, minha sugestão para você é: antes de acusar, procure ler atentamente o texto. Novamente, meu intuito aqui, no Jornalismo de Rua, é ouvir o que as pessoas têm para dizer – o que, com certeza, não combina com preconceito.
Um abraço,
Beatriz
A resposta acima se refere ao comentário feito pela leitora Andréa aqui. Em breve, mais atualizações no blog.

