Quem quer jerimum?, grita um camelô na avenida Teodoro Sampaio, no momento em que tenta driblar uma fila de guarda-chuvas sem fim. São guarda-chuvas de todos os tamanhos e estampas: floridos, quadriculados, de bolinhas, pretos, de oncinha, grandes, médios e quebrados. Uma olhada para baixo é suficiente para um guarda-chuva de oncinha azul rodopiar nas mãos de uma jovem – o senhor de jaqueta de couro preta que provocou o acidente passa reto. Mesmo nas calçadas largas, como a da avenida Pedroso de Moraes, é impossível ver mais de duas pessoas passarem ao mesmo tempo com seus guarda-chuvas em punho. Assim, forma-se a fila da fila (a primeira é a fila de guarda-chuvas em si), em que dezenas de paulistanos esperam a vez de assumir o chão em que pisam. Sorte de quem veste uma capa de chuva.
(Foto: Hélio Ciffoni)



3 Comentários
Agosto 8, 2008 ás 6:28 pm
Nossa, tem guarda-chuva de todo tipo mesmo. Vi uma vez um com uma estampa enorme de gato. Super discreto!! rsrsrs
Eu prefiro os básicos. Se bem que hj fiquei com vontade de comprar uma capa de chuva. Não sei andar de guarda-chuva. Esbarro em todo mundo.
Bj
Novembro 10, 2008 ás 2:40 pm
Legal ter colocado a minha foto aí, obrigado.
Shibuya, onde tirei essa foto, é um dos locais mais movimentados de Tóquio e bastante conhecido por um cruzamento, a 100 m de onde tirei a foto, no qual as pessoas cruzam a rua nas transversais e nas diagonais, sempre aparecendo nos prédios as telas de vídeo, bem características da Tóquio high-tech. Esperei pelo dia de chuva, nào me decepcionei.
Novembro 10, 2008 ás 3:59 pm
Hélio, peguei a foto e não avisei, né? Sorry. Mas é uma bela foto – ainda bem que você esperou pelo dia de chuva! Vou acompanhar seu site, e sempre que puder, divulgo seu trabalho aqui, ok? abraço!